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Ferrovia Curitiba / Paranaguá

Uma das mais famosas e belas viagens de trem do Brasil, em uma ferrovia que é considerada uma obra prima da engenharia, com muitas pontes, túneis e viadutos que vão passando pelo meio da mata atlântica num dos locais onde ela esta mais preservada no país.

Litorina

Com paisagens de encher os olhos, com muita mata, montanhas, cachoeiras e mirantes que se enxerga ao longe. Quando o trem passa pelos túneis e pelas pontes, a emoção fica maior, mas o ponto alto do passeio com certeza é quando o trem passa pela Ponte São João, com cerca de 55 metros de altura onde ao lado esquerdo se tem uma vista sensacional de toda a região de Paranaguá e Morretes, e também quando o trem passa pelo Viaduto Carvalho onde o passageiro tem a sensação de estar voando, pois é bem alto o abismo ao lado esquerdo do trem.

O trem sai da estação rodoferroviaria de Curitiba as 8:15 da manhã, e vai vagarosamente deixando a cidade acompanhando uma avenida bem larga e movimentada. Tocando o apito frenético, para passar nos cruzamentos que cortam as ruas da cidade o trem vai deixando a capital paranaense e entrando na zona rural. Os viajantes vão todos atentos nas janelas para não perder uma imagem se quer. Logo no inicio já é possível ver a paisagem mudando, árvores de araucária ( árvores típicas da região sul do Brasil) surgem em meio a mata, muitos sitios também surgem, algumas vilas pequenas e depois de uma hora de viagem, nem parece que saimos de uma capital. A serra chega e a mata fica mais fechada, fica difícil enxergar devido à quantidade grande de árvores proximas aos trilhos. Quando o trem vai se aproximando das principais atrações um guia começa a falar e ir explicando, “agora do lado esquerdo vai dar para ver o pico tal’’, ou então, “está ponte passa por cima de tal rio”, e assim por diante, o guia fala o nome dos tuneis e explica porque tem este nome, e assim além de ver, os passageiros vão conhecendo um pouco da história dos locais que o trem está passando.

Deixando a capital

O visual da viagem é muito bonito principalmente no trecho da serra, com céu azul, dá pra ver ao longe a cidade de Paranaguá e um pedaço do mar. O pico do Marumbi e outras montanhas da Serra do Mar. A cada curva uma paisagem nova que aparee e embelezae ainda mais a viagem.

Serra do Mar

No meio da serra o trem para na estação do Parque Estadual do Marumbi, onde é possivel descer e conhecer o parque. A parada é rápida e o trem segue para Morretes, antes de chegar à estação de Morretes o trem passa por uma vila. É ai que um monte de crianças corre para próximo da linha férrea para ver o trem e fazer tchau para as pessoas. Logo em seguida o trem chega a estação de Morretes.

Tempo de Viagem

A viagem até Morretes dura em torno de 3 horas, porém quando estive fazendo a viagem demorou um pouco mais pois o trem fez duas paradas na linha para esperar trens de carga que subiam a serra. De Morretes até Paranaguá são mais duas horas de viagem. É bom lembrar que de Curitiba até Paranaguá o trem só vai aos domingos.

O trem faz todo o percurso em uma velocidade baixa, por isso demora um pouco, mas assim é melhor para os passageiros observarem as paisagens.

O Trem

Tem varias classes: Nos dias de semana o trem tem duas classes a economica e a turistica. Tem também um vagão que leva bicicletas e motos. Não é possivel andar pelos vagões do trem.

Compra de Passagens

Para comprar a passagem é possível comprar pela internet, isso se você comprar a passagem para classe turística, se pretender viajar na classe econômica, você deverá comprar pessoalmente na própria estação em Curitiba. É recomendável comprar com antecedência a passagem na classe econômica principalmente na época de férias.

Agora um pouco de História...

Ferrovia Curitiba/Paranaguá
A construção da ferrovia começou oficialmente em fevereiro de 1880. Considerada impraticável por inúmeros engenheiros europeus à época, a obra teve início em três frentes simultâneas: entre Paranaguá e Morretes (42 km), entre Morretes e Roça Nova (38 km) e entre Roça Nova e Curitiba (30 km).Construção da Ferrovia
O objetivo era estreitar a relação entre as cidades do litoral paranaense e a capital do estado, com vistas ao desenvolvimento social do litoral. Além disso, era imprescindível ligar o Porto de Paranaguá aos estados do Sul do Brasil, para que fosse dada vazão à produção de grãos dos estados e, dessa forma, garantir apoio ao desenvolvimento econômico da região.
Para a obra, foram recrutados mais de 9.000 homens, que ganhavam entre dois e três mil réis por jornada. A maioria deles vivia em Curitiba ou no litoral, e era composta de imigrantes que trabalhavam na lavoura. Mais da metade desses homens faleceu durante a construção da ferrovia, frente às condições precárias de segurança.
O esforço e ousadia de trabalhadores braçais, engenheiros e outros profissionais resultou numa das mais ousadas obras da engenharia mundial. Depois de cinco anos, a ferrovia foi inaugurada em 02 de fevereiro de 1885. Participaram da primeira viagem engenheiros, autoridades federais e locais, jornalistas e outros convidados. A viagem entre Paranaguá e Curitiba durou nove horas: ao chegar à Capital, mais de 5.000 pessoas aguardavam o trem.
Em seus cento e dez quilômetros de extensão, a ferrovia guarda centenas de obras de arte da engenharia: são 14 túneis, 30 pontes e inúmeros viadutos de grande vão. Destacam-se a Ponte São João, com 55 metros de altura, e o Viaduto Carvalho, ligado ao Túnel do Rochedo, assentado sobre cinco pilares de alvenaria na encosta da rocha - a passagem por esse trecho provoca a sensação de uma viagem pelo ar, como se o trem estivesse flutuando. Foi a primeira obra com essas características a ser construída no mundo.

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